segunda-feira, 5 de dezembro de 2011



Eu não estava ali de verdade, claro estava de corpo presente,
sentia o ar daquele lugar, mas não sabia se conseguia compreender aquelas pessoas. 
E era assim quase todos os dias, frenquentei lugares onde não queria estar,
não era por prazer, era minha obrigação.
Havia um garoto, ele me chamava atenção por também estar diariamente ali,
ficava quieto enquanto eu frequentava acompanhada de uma grande turma de colegas.
Podia ser que eu entre tantas pessoas me sentisse tão só quanto aquele garoto.
Não teria como descobrir quem ele era, e como ele se sentia se eu não o procurasse,
se eu não dirigisse a palavra a ele.
Questionei estar julgando alguém por aparência,
só por estar sempre quieto o julguei solitário,
as vezes ele mesmo não se sentia assim.
Fui chegando cada dia mais perto de um pequena conversa com ele,
começou em comprimentos simples de alguém que simplesmente o via todos os dias,
até que um dia começamos conversar, foi diferente do que imaginei ele era tão,
digamos que tão extrovertido, alegre, não parecia nada tímido e eu ali,
diante de alguém que me fazia corar com suas palavras.
Ele me perguntou um dia sobre meu olhar tão triste,
eu me espantei logo lhe disse que eu vivia sorrindo que todos viam isso e disse 
não ter entendido a pergunta que me fizeste.
Ele sorriu irônico fiquei tão intrigada com aquilo,
mas sozinha quando ele já estava distante pensei como ele conseguiu ver isso?
Como todas essas pessoas que me viam todos os dias nunca perguntaram o mesmo?
Porque ele via em mim a verdade, 
porque ele conseguia ler meu olhar?
Comecei a freqüentar aquele lugar sozinha e comecei ir muito mais em uma biblioteca onde percebi que ele ia quando lhe sobrava tempo.
Lá ficava ele refletindo sobre os livros, as vezes ate rindo silenciosamente e sozinho,
era admirável ver tanto entusiasmo nas coisas tão simples.

Pra que possas entender o porque de tudo isso,
basta olhar para dentro de ti e ver se as vezes sente uma escuridão,
se as vezes tem medo de estar sozinha mesmo sendo tão comunicativa, 
mesmo estando rodeada de pessoas sempre contigo. 
Com ele fui aprendendo a ser quem eu achava que eu não era, 
vendo que pra estar bem não preciso me sentir a mais bonita das minhas amigas e nem a mais animada da turma que saiam juntos. 
Pra estar bem precisava só de alguém que me conhecia por dentro,
alguém que podia reconhecer minha tristeza mesmo eu mostrando-lhe um grande sorriso.
Dai em diante soube reconhecer quem me fazia bem,
as coisas que eu deveria dar valor,
soube olhar as coisas simples com um grandeza enorme e admirável.
Eu me reconheço agora, e agradeço a coragem de ter me dirigido a palavra a ele 
naquele dia em que eu nunca irei esquecer.

- Kessy Cabral

3 comentários:

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